Então vive agora como se fosse a primeira vez, não
Quando pensaste que te tinha falhado
Não deu
Tu criticaste por não estar ao teu lado
Mas eu
Sei que não é a coisa certa
Confessa
Sei que com o tempo vais fazer a escolha certa
Só penso em cada toque, cada abraço não me esqueço
Teres partido e virado o meu mundo do avesso
no tempo em que éramos felizes não chovia.
levantávamo-nos juntos, abraçados ao sol.
as manhãs eram um céu infinito. o nosso amor
era as manhãs. no tempo em que éramos felizes
o horizonte tocava-se com a ponta dos dedos.
as marés traziam o fim da tarde e não víamos
mais do que o olhar um do outro. brincávamos
e éramos crianças felizes. às vezes ainda
te espero como te esperava quando tu chegavas
com o uniforme lindo da tua inocência. há muito
tempo que te espero. há muito tempo que não vens.
José Luís Peixoto
Bom dia
Say nighty night and kiss me
Just hold me tight and tell me you miss me
While I'm alone and blue as can be
Dream a little dream of me
Perdi os fósforos, as
Cortinas corridas símbolo
De um silêncio óbvio
Arranhando o seco com um
Esgar, e quem sabe quem
Somos senão sombras
Num quarto de soluço às
Apalpadelas, durante a
Dura do duche decido que
Sou incapaz – nunca
Saberemos a que
Cheiras ao acordar, o
Incenso dos teus ais,
Talvez ambos à espera do
Outro separados por um
Gato – talvez só impróprio
E sujo com uma lábia
Razoável – nunca saberás como
Perco a respiração quando te
Vejo emaranhar o cabelo
Em espiral e falar de
Sapateado em Chicago e
Fellini e Puccini e todas as
Lendas que seria bom que se
Mantivessem vivas como jóias
Por detrás da cortina engolindo
Mais silêncio
A seco.
João Meirinhos
Penso que devo ter adormecido por algum tempo;
Pois quando acordei tinhas vindo e partido.
Apenas algumas flores permaneciam –
Flores que não podiam sequer dizer quem eram…
E uma fragrância vaga e suave no ar.
Esta noite tenho de sonhar um sonho mais longo
Para que as flores falem
E a sua fragrância estenda uma trémula ponte
Entre nós.
P. S. Rege
“Arrepender-me, senhor Ogrin? E de que crime? Vós, que nos julgais com tanta segurança, sabeis ao menos que filtro mágico, que vinho ervoso bebemos ambos no mar? Sim, o licor encantado embriaga-nos e eu prefiro errar toda a vida nestes lugares selvagens com Isolda e viver de ervas e raízes a possuir, sem ela, todos os tesouros do rei Otran.” “Senhor Tristão, Deus vos ajude, pois perdestes este mundo e o outro.
Tristão e Isolda
Round 'n round
Carousel
Has got you under it's spell
Moving so fast...but
Going nowhere
Up 'n down
Ferris wheel
Tell me how does it feel
To be so high...
Looking down here
Is it lonely?
Lonely
Lonely
Did the clown
Make you smile
He was only your fool for a while
Now he's gone back home
And left you wandering there
Is it lonely?
Lonely
Lonely
Na primeira noite do resto da minha vida olhei para mim, a partir de algum ponto situado muito acima, e achei-me triste e sem destino, como uma lagosta no aquário de um restaurante. Uma água turva e fria flutuava sobre a cidade, prendia-se aos cabelos e aos gestos, embaraçava o mais simples raciocínio. A multidão, animada por um DJ angolano, um homem enorme e alegre, chamado Papa Bolingô, dançava aos encontrões sob um enorme toldo de plástico. Os ritmos tropicais pareciam deslocados, como um filme de terror com a banda sonora de uma comédia romântica.
- Não há nada mais deprimente do que a alegria dos tristes - comentei alto.
José Eduardo Agualusa, O Livro dos Camaleões
E repeti dias e dias o desassossego. Os nomes
que poderia lembrar. A cidade com os seus
lugares de desespero o que me foi sendo
possível recordar. E neste desolado hospício,
hoje, vi todo o meu enlouquecimento – um
propósito de me lembrar de todas essas coisas
e o seu lento e doloroso sabor. Um
obsessivo crescer do sofrimento – maior amor.
Rui Diniz
Não sei porque floriram no meu rosto
os olhos e os rostos que há em ti.
Floriram por acaso, ao sol de agosto
sem mesmo haver agosto ou sol em mim.
Não sei porque floriram: se o orvalho as queima
(Ponho as mãos nos olhos para os proteger!)
Tão estranho! florirem no meu rosto
olhos e rostos que não posso ver.
Eugénio de Andrade, Fevereiro de 1946
1, 2, 3, 4 tell me that you love me more
Sleepless long nights that is what my youth is for
Old teenage hopes are alive at your door
Left you with nothing but they want some more
Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are
Sweetheart, bitterheart, now I can't tell you apart
Cosy and cold, put the horse before the cart
Those teenage hopes who have tears in their eyes
Too scared to own up to one little lie
Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are
1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 and 10
Money can't buy you back the love that you had then
1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 and 10
Money can't buy you back the love that you had then
Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are
Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are
Who you are
For the teenage boys
They're breaking your heart
For the teenage boys
They're breaking your heart
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