So you can keep me inside the pocket
Of your ripped jeans
Holding me close until our eyes meet
You won't ever be alone
Wait for me to come home






Por favor, alguém que venha limpar o meu quarto e organizar a papelada que tenho em cima da secretaria, cama e sofá.

E já agora, alguém que vá comprar um litro de gelado de chocolate para eu comer tudo sozinha.

Thanks.




Is it a crime
Is it a crime
That I still want you
And I want you to want me too


Today I feel Like...






You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You're so fucking special
But I'm a creep, I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here


Se eu fosse um livro...


...







Are you lonesome tonight,
Do you miss me tonight?
Are you sorry we drifted apart?
Does your memory stray to a brighter sunny day
When I kissed you and called you sweetheart?
Do the chairs in your parlor seem empty and bare?
Do you gaze at your doorstep and picture me there?
Is your heart filled with pain, shall I come back again?
Tell me dear, are you lonesome tonight?
Num deserto sem água 
Numa noite sem lua 
Num país sem nome 
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua



Sophia de Mello Breyner Andresen




Que rosto procuramos no papel pautado
Enquanto o aparo range na tarde sem-fim
E as moscas zumbem e a modorra cai,

Que corpo procuramos no escuro da noite
Envolvendo o silêncio do quarto alugado
E na repulsa de um leito solitário,

Que voz procuramos ouvir dia após noite
Nas ruas e casas e becos e praças e jardins
Não sabemos
Senão depois de os termos ignorado.


Tomaz Kim
Se todo o ser ao vento abandonamos

E sem medo nem dó nos destruímos,

Se morremos em tudo o que sentimos

E podemos cantar, é porque estamos

Nus, em sangue, embalando a própria dor

Em frente às madrugadas do amor.

Quando a manhã brilhar refloriremos

E a alma beberá esse esplendor

Prometido nas formas que perdemos.



Sophia de Mello Breyner Andresen
Esta noite sonhei contigo.

Sonhei que estávamos num musical.

Que estávamos juntos. 

E que cantávamos juntos. 

Eu era a Eliza Doolittle. 

Tu eras o Professor Henry Higgins. 

Depois acordei...  

Today I feel like...



Vou só ali desmarcar tudo o que tenho para fazer para ficar a ouvir Elliott Smith em repeat e a comer gomas de pêra.




Não, não me deixes partir
Sem entender o que temos aqui
Não, não me deixes partir
Sem entender o que temos nós dois

Quem sabe, de repente, faz-me um sinal
Apenas um sinal
Um gesto simples, não complicado nem ousado
Apenas um sinal





Oh-oh, yes I'm the great pretender
Pretending that I'm doing well
My need is such I pretend too much
I'm lonely but no one can tell

Oh-oh, yes I'm the great pretender
Adrift in a world of my own
I've played the game but to my real shame
You've left me to grieve all alone

Too real is this feeling of make-believe
Too real when I feel what my heart can't conceal

Yes, I'm the great pretender
Just laughin' and gay like a clown
I seem to be what I'm not, you see
I'm wearing my heart like a crown
Pretending that you're still around

Ouve-me tu, desta vez.
Nem cercos precários,
desvios que nunca se encontram
ou compromissos com o absoluto:
não quero mais coincidir
com o tempo,
agora que deixei de coincidir
com a minha língua.

Quero um amor que tenha
a lealdade de um cancro,
que alastre apenas dentro de mim
e me escolha os ossos
com dedos ligeiros mas demorados
de nódoa negra.

Diz-me o sentido
e seguir-te-ei,
de palavras levantadas contra o frio,
até chegar o som da espinha
quebrada como um livro
que se cansou de ser aberto.


Inês Dias 
Teu nome,
pois tens nome. A minha vida inteira foi isso:
um nome. Porque o sei não existo.
Um nome respirado não é um beijo.
Um nome perseguido sobre uns lábios
não é o mundo, mas o seu sonho às cegas.
Assim sob a terra, respirei a terra.
Sobre o teu corpo respirei a luz.
Dentro de ti nasci: morri por isso.


Vicente Aleixandre




"I just know there's something dark in me, and I hide it. I certainly don't talk about it, but it's there - always. This Dark Passenger. And when he's driving, I feel... alive, half sick with the thrill of complete wrongness. I don't fight him, I don't want to. He's all I've got. Nothing else could love me, not even... especially not me. Or is that just a lie the Dark Passenger tells me? Because lately, there are these moments when I feel connected to something else... someone. It's like the mask is slipping and things... people... who never mattered before, are suddenly starting to matter. It scares the hell out of me."




All I wanna do is get high by the beach
Get high by the beach, get high
imagino que sobre nós virá um céu
de espuma e que, de sol em sol,
uma nova língua nos fará dizer
o que a poeira da nossa boca adiada
soterrou já para lá da mão possível
onde cinzentos abandonamos a flor.


dizes: põe nos meus os teus dedos
e passemos os séculos sem rosto,
apaguemos de nossas casas o barulho
do tempo que ardeu sem luz.
sim, cria comigo esse silêncio
que nos faz nus e em nós acende
o lume das árvores de fruto.


diz-me que há ainda versos por escrever,
que sobra no mundo um dizer ainda puro.




Vasco Gato

De granada deflagrada no meio
de nós, do fosso aberto, da vala
intransponível, não nos cabe
a culpa, embora a tua mão,
lhe tenha retirado a espoleta.
De um lado o teu dedo indicador,
de outro a minha assumida neutralidade.
Entre os dois, ocupando o espaço
que vai do teu dedo acusador
à minha mudez feita de medo e simpatia,
tudo quanto não quisemos, nem urdimos,
tudo quanto a medonha zombaria
de ódios estranhos escreve a sangue
e, irredutivelmente, nos separa e distancia.
Tudo quanto há-de gravar o meu nome
numa das balas da tua cartucheira.
Nessa bala hipotética, nessa bala possível
que se vier, quando vier (ela há-de vir)

melhor dirá o que aqui fica por dizer.


Rui knopfil





Get up (get up)
Come on (come on)
Why you scared? (I'm not scared)
You'll never change
What's been and gone

'Cause all of the stars
Have faded away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out


Nunca procurei
enganar a vida
e não vou dizer
que ela me enganou

Não: a vida tem sido
honesta comigo
O problema é
dar-lhe carta branca

Pois a minha precariedade
é – acima de
tudo – existencial

Contra ela não há
contrato ou vínculo
que me valha



Manuel A. Domingos
Hoje amanheci triste. Nem sequer
a manhã, insensível, me comove.
Hoje amanheci comigo ao lado, triste,
feridamente triste,
como os desalojados.
Como um homem e uma mulher
de incontáveis invernos,
que obrigados se viram com ofertas
ruins a abandonar os seus deuses lares
(o sol de muitos anos
atrás das mesmas janelas;
lembranças como pássaros
que não envelhecem, ferem
os seus cantos ainda;
uma vida, de súbito, à intempérie).
Como os desalojados,
como mulher e homem
que despertassem surpreendidos, sós,
numa manhã mais de sol exagerado.


Marcos Tramón



It's amazing how you can speak right to my heart