Take me out tonight
Because I want to see people
And I want to see lights
Driving in your car
Oh please don't drop me home
Because it's not my home
It's their home
And I'm welcome no more

And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine
Era neste apartamento, também, que havia um relógio de ébano gigantesco. O pêndulo balouçava de um lado para o outro, com um clangor pesado e monótono; e quando... chegava o momento de dar as horas, dos seus pulmões de metal libertava-se um som alto, claro, profundo e pleno de musicalidade, mas com uma sonoridade e uma ênfase de tal modo peculiares, de hora a hora, que os músicos da orquestra eram obrigados a fazer um intervalo... para escutar o som; e era assim que, por força das circunstâncias, os que dançavam a valsa cessavam as suas evoluções; e, por breves instantes, todo aquele grupo alegre se sentia desconcertado; e, enquanto soava o carrilhão, verificava-se que os mais entusiastas empalideciam, e os mais idosos e serenos passavam a mão pela testa, como se algum sonho ou meditação os confundisse. Mas quando os ecos se desvaneciam por completo, uma gargalhada sonora percorria de repente a assembleia... e (eles) sorriam como que do seu próprio nervosismo... e formulavam votos uns aos outros, em surdina, para que o bater da hora seguinte não produzisse neles uma emoção semelhante; e depois, passados sessenta minutos... ouvia-se novo toque do relógio, a que seguia o mesmo desconcerto, a mesma tremura, as mesmas meditações. 
Mas, apesar disto, era um momento alegre e esplendoroso...



E. A. Poe, A Máscara vermelha da Morte



Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black



gostava da janela pela madrugada
quando me puxavas para ti
e me dizias, apontando as luzes e as sombras
sobre os telhados da cidade:


vê, é o mundo!


Gil T. Sousa
4  4 4 4 4 4 4 4 

4 4 4 4 4 4 4 

4 4 4 4 4 4 

4 4 4 4 4

4 4 4 4 

4 4 4 

4 4 

4 


ANOS 
O poeta vem, em dias ímpios,
Preparar dias melhores.
É ele o homem das utopias, 
Com os pés na terra, os olhos no além. 
É ele que, em todas as épocas,
Semelhante aos profetas, 
Acima de todas as cabeças, 
Na sua mão, que tudo pode abarcar,
Deve, como se brandisse um archote,
Indiferente a louvores e insultos,
Fazer resplandecer o futuro. 


Victor Hugo  





And in the first moment of her waking up
She knows she's losing it, yeah she's losing it
When the first cup of coffee tastes like washing up
She knows she's losing it, oh yeah she's losing
Oh yeah she's losing it

Lisboa

Apesar de tudo, nunca se está só nesta cidade. Há sempre uma olhadela de soslaio que nos prende, um sorriso malicioso, um gesto inesperado, uma derrota de amor. Uma gargalhada louca que se perde de rua em rua, como num labirinto... 
E na memória de quem atravessou Lisboa existe, quase sempre, um jardim misterioso para um encontro, uma esplanada para queimar a espera diante de uma bica. 
Vivo em Lisboa como se vivesse no fim do mundo (...). 


Al berto, O anjo mudo

quero uma vida em forma de espinha

Quero uma vida em forma de espinha
Num prato azul
Quero uma vida em forma de coisa
No fundo dum sítio sozinho
Quero uma vida em forma de areia nas minhas mãos
Em forma de pão verde ou de cântara
Em forma de sapata mole
Em forma de tanglomanglo
De limpa-chaminés ou de lilás
De terra cheia de calhaus
De cabeleireiro selvagem ou de édredon louco
Quero uma vida em forma de ti
E tenho-a mas ainda não é bastante
Eu nunca estou contente

Boris Vian



Who is it that never let's you down?
Who is it that gave you back your crown?

















Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.



Alberto Caeiro






Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

A BANDA PASSOU


A Banda tocou nesta sexta-feira. [1] E eu, por breves instantes, senti um aperto no peito, invadiu-me uma certa nostalgia e saudade de todos estes anos passados naquela faculdade. Mas, com a chegada dos exames, tudo voltou ao normal.  


[1] Banda dos Finalistas. No último dia de aulas, é tradição na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, os finalistas andarem atrás de uma banda filarmónica pela faculdade. Entra-se em todas as salas de aula de todos os anos, na secretaria, biblioteca, reprografia, a gritar “SOU FINALISTA”. 
O que é um resíduo? (...) Dentro de algumas décadas, todos nós seremos resíduos. E para a Natureza não há qualquer diferença entre um resíduo de uma pessoa e qualquer outro resíduo. Uma pessoa, tal como qualquer outro resíduo, será um dia eliminada numa incineradora (à qual chamamos crematório) ou num aterro (ao qual chamamos cemitério). 


Ludwig Kramer 

Marc Chagall







(tenho este último num postal, colado na parede do meu quarto)



De onde eu vim
Não tem mar
Onde eu vim parar?

Atranquei
Nesse cais
Por amor demais





Mallu - ou o Pitanga completo - e Direitos Fundamentais combina. Acho que daqui a pouco vou fazer um chá para ficar tudo perfeito.   

juntar à estante imaginária:







Não existe palavra alguma que admita significados mais variados, e que tenha causado impressões mais diferentes da mente humana, do que a palavra liberdade. 

Montesquieu 

Elizabeth Gilbert - TED talks








livros que queria (MUIIIIIIITO) na minha estante:











Girl, you'll be a woman soon,
Please, come take my hand
Girl, you'll be a woman soon,
Soon, you'll need a man





Contigo até os filmes do Hitchcock são românticos e a Anatomia de Grey é divertida...

I'm your puppet





quando a maré se afasta
é possível escrever tudo

outra vez 


Gil T. Sousa